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Fátima: Papa associa-se ao encerramento do Centenário das Aparições

Francisco pede orações pela paz

O Papa recordou hoje no Vaticano as celebrações conclusivas do Centenário das Aparições, em Fátima, e apelou à oração pela paz.

“Na próxima sexta-feira, 13 de outubro, encerra-se o centenário das últimas aparições marianas em Fátima. Com o olhar voltado para a Mãe do Senhor e Rainha das Missões, convido todos, especialmente neste mês de outubro, a rezar o Santo Rosário pelas intenções da paz no mundo”, disse, no final da audiência pública semanal que decorreu na Praça de São Pedro.

Perante milhares de pessoas, o Papa deixou votos de que a oração possa “demover as almas mais rebeldes”, para que possam banir “dos seus corações, palavras e gestos a violência, e a construir comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum”.

“Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz”, acrescentou, citando a mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2017.

A 12 de maio, no final do seu primeiro dia de viagem à Cova da Iria, o Papa presidiu à recitação do terço, no Santuário de Fátima, onde disse que o rosário ajuda a contemplar os “sucessivos momentos gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos” da vida de Jesus e da Virgem Maria.

“Sempre que rezamos o Terço, neste lugar bendito como em qualquer outro lugar, o Evangelho retoma o seu caminho na vida de cada um, das famílias, dos povos e do mundo”, referiu então.

As celebrações do Centenário das Aparições vão encerrar-se simbolicamente na peregrinação internacional aniversária do 13 de outubro, 100 anos depois do chamado ‘Milagre do Sol’, sob a presidência do bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto.

Um dos pontos altos destas celebrações foi a visita do Papa à Cova da Iria, onde canonizou, a 13 de maio, os pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, dois dos três videntes de Fátima.

No dia seguinte, já no Vaticano, o pontífice evocou os encontros dos pastorinhos com a “Senhora bonita”, depois dos quais “recitavam com frequência o Rosário, faziam penitência e ofereciam sacrifícios para obter o fim da guerra e para as almas mais necessitadas da divina misericórdia”.

Essa atitude de oração e penitência, acrescentou, é necessária ainda hoje para “implorar a graça da conversão, para implorar o fim de tantas guerras que estão por todo o lado, no mundo, e que crescem cada vez mais”.

O Papa passou em revista os vários momentos das mais de 23 horas que passou em território português, sublinhando o clima de silêncio e de oração que encontrou em Fátima, onde se apresentou “como peregrino de esperança e de paz”.

OC