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Papa: Papa Francisco desafia jovens a perdoar e a «voar alto»

Francisco sublinha importância de ultrapassar ódio e violência

O Papa Francisco desafiou hoje os jovens da Colômbia a perdoar, depois dos momentos “difíceis e obscuros” que o país viveu, em busca de uma paz “autêntica e duradoura”.

“Que a violência não vos derrube, que o mal não vos vença”, disse, desde a varanda da Catedral de Bogotá, perante milhares de jovens que se reuniam, há muitas horas, na Praça Bolívar.

“Voem alto e sonhem em grande”, afirmou ainda.

Na segunda intervenção da viagem à Colômbia, país que visita desde esta quarta-feira e até domingo, o Papa elogiou a capacidade das novas gerações de perdoar e deixar para trás as ofensas, “sem o lastro do ódio”.

“Os jovens são a esperança da Colômbia e da Igreja”, assinalou, num clima de festa, com aplausos e cânticos de jovens de todo o país sul-americano.

“Ajudem-nos a curar o nosso coração”, acrescentou, pedindo uma sociedade “justa e estável”

O Papa agradeceu pelas “calorosas” boas-vindas e deixou uma mensagem de paz, apelando à reconciliação de todos.

“Venho também para aprender, sim, aprender convosco, a vossa fé, a vossa força diante da adversidade”, realçou.

“Quis vir até cá como peregrino de paz e de esperança e desejo viver estes momentos de encontro com alegria”, prosseguiu.

Francisco recordou a dedicação dos jovens aos mais frágeis, através do voluntariado, contrariando a “atmosfera de relativismo” e de indiferença.

“Não tenham medo do futuro, atrevam-se a sonhar em grande”, pediu.

Num país que procura separar décadas de guerra, o Papa assinalou o papel dos jovens na criação da “Cultura do encontro”.

“Somos todos parte de algo grande, que nos une e nos transcende”, precisou.

Antes do discurso, Francisco tinha rezado em silêncio, durante cerca de 8 minutos, diante da imagem de Virgem de Chiquinquirá, padroeira da Colômbia, junto da qual depositou um rosário em ouro.

O pontífice assinou o chamado ‘Libro Becerro’, do século XVI, da sé diocesana da capital colombiana.

Diante da Catedral, o Papa tinha recebido as chaves da cidade de Bogotá, das mãos do presidente do município local.

OC